Em 2020 e 2021, o mundo enfrenta a maior crise sanitária dos últimos 100 anos. Certamente, um período que está testando limites: tivemos que nos adequar a uma nova rotina e, com essas mudanças drásticas, precisamos cuidar ainda mais da saúde mental. Ultimamente, diversos meios de comunicação, empresas, instituições e profissionais têm reforçado a importância do tema, o que originou uma série de discussões.

Destacamos por aqui duas publicações que geraram debates sobre os estigmas que as pessoas enfrentam quando se trata de saúde mental. A BBC News produziu uma reportagem sobre 8 temas que levam brasileiros a pedirem ajuda na pandemia — e por que estar triste é tão comumUm dos pontos importantes do texto é que o veículo usou como fonte para falar sobre os temas o engenheiro Antonio Batista, de 67 anos. Há 22, ele faz plantões entre 3h e 7h no Centro de Valorização da Vida (CVV), em São Paulo. São abordados assuntos a respeito do luto incompleto, ausência de privacidade, saudade da vida lá fora e sobre a falta de separação entre o lado profissional e o doméstico. 

Nós pensamos que logo voltaríamos a vida normal, né? Eis que 2021 chegou e não pulamos Carnaval, as ruas foram tomadas por um silêncio ensurdecedor, porém, que se fez necessário. O sonho do home office, na prática, está sendo um pesadelo para muitos. O ensino remoto foi a solução para os universitários e para os vestibulandos – nem tanto para as crianças. O mundo virou de ponta cabeça e tivemos que nos adaptar às mudanças. Ao longo do mês de dezembro, o Nexo Jornal destacou 20 características do nosso tempo que foram comentadas no ano de 2020. Em especial abordaram a saúde mental minada pela exaustão, ansiedade e solidão.

As matérias ressaltam os tempos difíceis em meio à pandemia de Covid-19. A reportagem da BBC reforça a importância de olharmos para um momento que exige perseverança, atenção e muita solidariedade. Em meados de março do ano passado, quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou que o mundo todo estava enfrentando uma pandemia, diversos países começaram a decretar o estado de lockdown na tentativa de conter o avanço da Covid-19. Consequentemente, os principais assuntos tratados nos meios de comunicação referiam-se ao avanço do vírus. Mas, como cada ser humano fez para não enlouquecer com o excesso de informações nem com a quarentena? Foi preciso achar novos hobbies e encontrar maneiras de distrair a mente, principalmente se atentando ao autocuidado. 

A matéria do Nexo Jornal evidencia como a ansiedade e a depressão tiveram um alto impacto na vida dos brasileiros nesse período, propondo também a importância de se debater sobre saúde mental com os jovens. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mostrou que, durante a pandemia, o número de casos de ansiedade, estresse e depressão aumentou cerca de 80%. O debate em torno da preocupação com a saúde mental também foi pauta entre os estudantes. O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no mês de janeiro deste ano, foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”.O jornalismo tem enfrentado um difícil desafio com a chegada da pandemia. O impacto da doença é alarmante, tanto que, no Brasil, diariamente a imprensa tem feito um árduo trabalho de apuração e combate às fake news. Ainda há um enorme preconceito e desconhecimento sobre saúde emocional e autocuidado dentro da nossa sociedade. O isolamento, a preocupação com a saúde e com o trabalho também agravaram os problemas. A imprensa busca cada vez mais frisar a importância do autocuidado e termos um olhar mais atento às questões que envolvem a saúde mental.  É muito importante que, nesse momento, cuidemos mais de nós.

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